“Reencontro
Ontem, treze anos depois da sua morte, voltei a me
encontrar com Osman Lins.

O encontro foi no porão de um antigo convento, sob
cujo teto baixo ele encenava a primeira peça do seu
Teatro do Infinito.

A peça, Vitória da dignidade sobre a violência, não tinha
palavras: ele já não precisava delas.

Tampouco disse coisa alguma quando o fui cumprimentar.
Mas o seu sorriso era tão luminoso que eu
acordei.”
José Paulo Paes

Epitáfio para Osman Lins:
O palíndromo do mundo
ora se te aclara
verbo fez-se a carne:
voa Avalovara!
José Paulo Paes

“Se eu tivesse escrito esse livro, poderia passar mais 20 anos sem fazer mais nada”
Júlio Cortazar (sobre Avalovara)